Prestação de contas de convênios: o que evitar
Receber o recurso não encerra o ciclo da captação. A prestação de contas comprova que ele foi aplicado conforme o plano — e uma prestação malfeita pode gerar devolução de valores e travar as próximas transferências. Vale tratá-la como parte do projeto, não como um anexo final.
O que é a prestação de contas
É a comprovação, ao concedente, de que o recurso foi aplicado no objeto pactuado, dentro das regras e do cronograma. Abrange a execução física (o que foi feito) e a financeira (como o dinheiro foi gasto), registrada no Transferegov.
O que costuma ser exigido
- Relatório de cumprimento do objeto.
- Demonstrativo de execução da receita e da despesa.
- Documentos fiscais e comprovantes de pagamento.
- Conciliação bancária da conta específica do instrumento.
- Comprovação da contrapartida.
- Registros fotográficos e medições, no caso de obras.
Boas práticas durante a execução
- Movimentar o recurso apenas na conta específica do instrumento.
- Pagar por meios rastreáveis.
- Guardar todos os comprovantes desde o início.
- Seguir o plano — mudanças exigem aprovação formal.
- Respeitar as rubricas aprovadas.
- Documentar a execução física à medida que acontece.
O que acontece se a prestação falha
Pendências podem levar à inadimplência no CAUC, à instauração de tomada de contas especial e à obrigação de devolver valores — além de bloquear novas transferências voluntárias. Em resumo: uma prestação de contas malresolvida trava a próxima captação.
Manter o histórico limpo e a regularidade em dia é o que mantém o município elegível para captar de novo — por isso a prestação de contas merece o mesmo cuidado da proposta.
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